Setembro Roxo

Semana de Prevenção ao Câncer de Estômago

O câncer de estômago mata 15 mil brasileiros todos os anos. É o 3º tipo mais comum nos homens e o 5º nas mulheres. Entre os fatores de risco estão excesso de peso, tabagismo e contaminação pela bactéria H. pylori, encontrada no estômago de 70% dos adultos no Brasil.

A boa notícia é que tanto a infecção por H. pylori quanto o câncer de estômago têm tratamento. Nós da EMS acreditamos que a informação correta pode ajudar na prevenção e no diagnóstico precoce.

Por isso, em 2021, lançamos o Setembro Roxo, uma campanha para chamar a atenção das pessoas para essa doença silenciosa. De 21 a 28 de setembro, a Semana de Prevenção ao Câncer de Estômago será marcada por ações intensivas de sensibilização sobre o tema nas redes sociais e veículos de comunicação.

Participe, informe-se e multiplique informações que salvam vidas!

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O que é?

Causas

O câncer de estômago está associado a diversos fatores ambientais e dieta inadequada, mas a contaminação pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) também pode aumentar o risco de tumor. Hábitos como tabagismo, excesso de peso e obesidade, consumo de álcool, sal e alimentos ultraprocessados são apontados como fatores diretos de risco. A ingestão de água sem tratamento ou com alta concentração de nitrato também pode favorecer o aparecimento de tumores.

H. PYLORI

Helicobacter Pylori ou H. pylori é uma bactéria comumente encontrada no estômago. No Brasil, está presente em cerca de 70% da população brasileira em idade adulta. A bactéria infecta o órgão principalmente na infância, e pode levar ao desenvolvimento de doenças gástricas benignas, além do câncer de estômago. Quando se manifesta, a infecção costuma causar dores e queimação no abdômen, vômitos, arrotos frequentes e estufamento.

Sintomas

O câncer de estômago não apresenta sintomas específicos, mas alguns sinais devem ser observados na hora do diagnóstico: perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistentes.

O que fazer?

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito pela endoscopia digestiva alta, que permite ao médico visualizar o esôfago e o estômago, além de colher amostras para biópsia. Caso seja confirmado o câncer, é preciso fazer tomografia computadorizada para avaliar a extensão do tumor. Vale destacar que exames laboratoriais simples, como o de fezes, também podem detectar a bactéria H. pylori, uma das principais causas da doença.

Tratamento

Quando o diagnóstico indica o câncer de estômago e a doença for localizada (restrita ao órgão e aos gânglios linfáticos ao redor) o principal tratamento é a cirurgia. A decisão sobre a extensão do procedimento depende da localização específica do tumor, tamanho da lesão e subtipo de câncer. Quimioterapia antes e/ou após a cirurgia pode aumentar as chances de cura, mas geralmente não é necessária em tumores iniciais.

Prevenção

Manter o peso corporal controlado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de alimentos muito salgados e preservados em sal, não fumar são as principais formas de prevenção. A detecção precoce do câncer - por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos em pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença - é fundamental para identificar um tumor em fase inicial e aumentar a chance de tratamento bem sucedido.

Fontes: Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) e Instituto Nacional do Câncer (INCA)

Depoimento do especialista

Dr. Décio Chinzon – Médico gastroenterologista, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia e professor na USP

A campanha de prevenção chega em excelente momento. Os casos de câncer de estômago constituem uma das causas mais importantes de mortalidade por câncer no Brasil e o esclarecimento é fundamental. Não existem sintomas específicos e vários fatores estão envolvidos na gênese desta doença, tal como: obesidade, alimentação irregular pobre em fibras e rica em sal, e a infecção pela bactéria H. pylori.

Não existem sintomas específicos, mas queixas como dor, queimação ou desconforto no estômago, perda de apetite e náusea, podem ocorrer. Na presença destes sintomas, evitar a automedicação e procurar o médico gastroenterologista quando houver queixas persistentes ou recidivantes.

Estas são atitudes fundamentais para a prevenção e o tratamento precoce da doença”.

Se inscreva e conheça a Semana de Prevenção ao Câncer de Estômago.

Que tal se informar? Vamos juntos!

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